Opinião: O que eu achei de Plur1bus (contém spoiler)
Se você não sabe, Plur1bus é a nova série da Apple, uma série de ficção científica pós‑apocalíptica da Apple TV+ que acompanha um mundo em que quase toda a humanidade foi conectada por um tipo de “consciência coletiva” ligada à felicidade constante, enquanto uma protagonista profundamente infeliz permanece imune a esse estado e passa a confrontar as consequências desse novo mundo, levantando questões sobre livre‑arbítrio, individualidade e o preço da tal felicidade universal. A narrativa mistura drama psicológico, ficção científica conceitual e humor bem sombrio, explorando mais os dilemas internos da personagem e o desconforto desse cenário do que ação desenfreada.
A série foi criada por Vince Gilligan, o mesmo showrunner por trás de “Breaking Bad” e “Better Call Saul”, que aqui volta a trabalhar com a atriz Rhea Seehorn, agora no papel principal. Por trás da produção estão a Apple TV+ em parceria com a Sony Pictures Television, com Gilligan atuando como criador, roteirista e produtor executivo, ao lado de nomes como Gordon Smith e outros colaboradores frequentes de seus trabalhos anteriores.
Eu já assiti todos os esposódios. Gostei, Mas acho que a série peca em alguns aspectos. Vou falar da minha experiência. Novamente: CONTÉM SPOILERS!
A série começa pegando fogo, pois logo no ínicio um grupo de pesquisadores são contaminados por uma rato, que está sendo exposto por uma bactéria criada em laboratório a partir de instruções vindas do espaço.
Quase todo mundo do planeta é infectado em poucas horas, mas 13 pessoas no mundo por um motivo qualquer são imunes, entre eles a chata da Carol, uma Escritora Norte Americana que vive em Novo México, e cá entre nós, ow mulherzinha chata, emburrada, mal amada. Ela está quase sempre de mau humor e sempre foi assim, inclusive bem antes da pandemia quando deveria viver bem com a sua esposa (sim, ela é homossexual mas o ponto não é esse).
Só dando um contexto, todos os infectados, ao contrário de outras infecções tipo pandemia zumbi, a população não fica agressiva pelo contrário, é totalmente pacífica a ponto de não matar nem formiga ou nem mesmo colher uma fruta do pé. Uma sociedade claramente insustentável.
Os não infectados portanto tem o poder de escolha em mãos, ou continuar desfrutando da soberania e sendo servidos pelos "humanos bonzinhos" ou procurar uma cura e deixar tudo como era antes.
Acontece que para os outros sobreviventes, viver em uma sociedade pacífica e que te entrega tudo de mão beijada é cômodo.
Um outro ponto que não citei e que é talvez o mais importante, todas as mentes humanas infectadas fazem parte agora de uma mente só, coletiva, ou seja, todos sabem tudo, se comunicam por telepatia e fazem parte de uma única sociedade.
Acontece que a mal humorada da Carol, não aceita e não gosta disso, e portanto começa a correr atrás de uma solução. Mas ela teria N jeitos pra fazer isso mas a rispidez dela chega ser enjoativa. Parece que educação passou longe e isso que irrita bastante, pelo menos a mim. Eu penso que se pessoas são simpáticas com você e não te podem fazer mal, não há motivo para tratar mal, mas ela trata mal demais os outros.
Portanto a primeira temporada, acontece basicamente com a Carol dando patada em todo mundo e procurando uma solução. Causando inimizade até entre os próprios humanos não infectados. Carol só não é pior que Manousos, um não infectado do Paraguay que não quer contato nenhum com os outros.
Resumindo, a série é boa, mas faz a gente passar raiva por não se encaixar no padrão de ignorância da protagonista e por ter muitas passagens ou elementos não necessários na história.
Recomendo? Sim, e inclusive ja estou ansioso para a próxima temporada.